• Filipa Larangeira Carvalho

Os 5 pilares para uma estratégia de formação & desenvolvimento eficaz.

Atualizado: Set 23



Ainda não são muitas as empresas que se convenceram da importância de formar e desenvolver as suas equipas. Se é um dos sábios que já coloca esse aspecto no topo das suas prioridades, parabéns. é um pioneiro/a!


São ainda menos aquelas que conseguem descortinar o verdadeiro ROI dos programas de formação e desenvolvimento que colocam à disposição dos colaboradores. Ou seja, em que medida as mesmas se adequam às necessidades dos colaboradores e da empresa, qual a taxa de retenção e implementação prática dos conceitos apreendidos, etc. Se é um/a dos/as que já conseguiu efectivamente medir o seu investimento, parabéns novamente! É sem margem para dúvidas um líder de pessoas!


Ter uma estratégia de gestão de pessoas que só se foca apenas na atracção de talento é um enorme erro - ainda que comum - cuja factura se paga mais tarde e com juros.


De forma metafórica, é um pouco como dar o melhor de si com o intuito de atrair a mulher / homem dos seus sonhos e assim que casa com ela/ ele engorda, passa o tempo de pijama em casa - ou nem sequer aparece em casa - e está sempre aborrecido/a.


Não que não seja um fenómeno algo frequente mas não deixa de ser tão errado quanto enganador. Em Direito costuma-se dizer que é um "erro sobre as circunstâncias que constituíram a base do negócio" e a meu ver é causa suficiente para se questionar qualquer contrato.


Um negócio que não investe nas pessoas não floresce, porque os negócios são pessoas - tal como o casamentos é o casal. Em tempos como os que passamos, se as lideranças não capacitam e confiam nas suas equipas, será quase impossível de ter sucesso.


A sustentabilidade nas empresas não passa apenas pela sua pegada ecológica, mas primeiramente pelos valores humanos que vive efectivamente (e não aqueles que constam do website ou que se emolduram e pregam nas paredes dos escritórios). Aliás a palavra "sustentabilidade" é isso mesmo que significa: "Modelo de sistema que tem condições para se manter ou conservar."


Se quer atrair e desenvolver as suas pessoas de forma ética, eficaz e benéfica para ambas as partes será importante considerar alguns aspectos importantes, tais como:

  1. Gostar e interessar-se verdadeiramente por pessoas. Este pilar é exclusivo dos demais pois sem ele, nada mais fará sentido. A aptidão natural para servir o desenvolvimento humano e organizacional, é o que garante que os desafios não o/a fazem desistir à primeira provação. Também é o que o/a permite sondar o destinatário final da formação e aferir sem preconceitos, da eficácia da mesma.

  2. Ser um líder humano e sustentável, que pretende genuinamente o sucesso da organização, hoje e amanhã. A "liderança fast-food" é uma espécie em vias de extinção de que falarei oportunamente. Ainda que estejamos em pleno período de transição, esse estilo de liderança ainda tem um enorme impacto na nossa cultura empresarial e familiar. É uma liderança que em pouco dignifica essa designação - a de líder - por apenas ter em conta interesses próprios e momentâneos. Assim, tal como a comida fast-food, as decisões são tomadas do mesmo modo: sabemos que nos faz mal mas consumimos na mesma para suprir uma vontade egóica momentânea.

  3. Como líder, ser o/a primeiro/a a investir em si mesmo/a. Neste ponto muitos falhamos. Ou somos tão abnegados ou tão ocupados, que nos esquecemos que apenas podemos recomendar aquilo que experimentamos em primeira mão. Para além disso, como pode perceber o impacto de algo que não lhe toca directamente? O bom líder é aquele que dá o exemplo.

  4. Analisar o bem-estar dos colaboradores e levar a cabo um programa customizado às suas necessidades reais. Sem saúde e bem-estar nada se faz - como aliás estes tempos nos têm provado. É impossível aprender e muito menos reter conceitos se estamos débeis ou desequilibrados. O desafio neste caso, é que a maioria das empresas está silenciosamente doente ou em negação desse estado de enfermidade. As exigências e o estilo de vida que impõem às suas pessoas é desumana e contra-natura. Os nossos cérebros passaram a comandar as nossas vidas com pensamentos destrutivos e "quando a cabeça não tem juizo, o corpo é que paga". Se não limpamos bem a ferida primeiro, será inútil qualquer penso que coloquemos por cima.

  5. Formar de forma humana, experiencial e individualizada. As palavras não ensinam, muito menos quando são passadas de forma monocórdica e vazia. Também não é suposto aprendermos todos da mesma forma ou os mesmos conceitos. Cada pessoas é única e tem o seu lugar dentro de uma organização - ou não mas aí a decisão é outra. O ser-humano aprende muito melhor quando a) se identifica com o conteúdo leccionado e com o formador b) quando experiencia com consistências e regularidade os conceitos e ferramentas que se pretendem transmitir de forma sensorial c) quando está inserido num grupo que o apoia e inspira d) quando está na frequência cerebral certa e "desliga" o consciente

Esta é a fórmula tem por base os resultados de pedagogias de sucesso e ferramentas de desenvolvimento individual e organizacional comprovadas. Claro está que estes vectores precisam de ser adaptados a cada contexto interno e externo, mas disso falaremos noutra ocasião.


Se tiver estes pilares como condições-base para a sua estratégia de formação e desenvolvimento, verá como tudo o resto será mais fácil: a atracção, a retenção, a adaptabilidade, a criatividade, a autonomia e delegação de poder.


Seja sábio/a e invista 20% dos seus recursos no desenvolvimento das suas pessoas para obter 80% dos resultados que pretende para o seu negócio.

Bom fim de semana!


Filipa Larangeira Carvalho


 
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