• Filipa Larangeira Carvalho

Eu sou a responsável do mundo.

Atualizado: Set 23



Assim o diz Joan Antoni Melé, Presidente da Fundación Dinero y Conciencia e promotor da Banca Ética. O video foi-me enviado por uma querida amiga e mulher de negócios, também ela uma líder consciente.


Parece que aos poucos o mundo desperta, mesmo aquela parte do mundo que ninguém julgou ser possível mudar: a Banca e os negócios.


Agora que saímos aos poucos do isolamento é importante que reflictamos sobre o que aprendemos nestes tempos de pausa forçada.


Do que sentimos mais falta? Foram coisas, ou pessoas ? Quem demos por garantido? O que é afinal essencial nas nossas vidas? Como queremos viver daqui para a frente ?


Tenho vindo a falar - e fala também Joan Melé - da maior pandemia dos nossos tempos: o medo. É essa ferida que agora estamos a ser chamados a confrontar com coragem.


Coragem para inverter o curso e fazer novas escolhas, assim como determinação para trazer à luz da consciência matérias essenciais à dignidade humana.


Dados do World Economic Forum apontam para que mais de 80% da riqueza do mundo está nas mãos de apenas 1% da população. Far-nos-á isto sentido? Mas mais importante que isso...


O que podemos fazer quanto a isso?


Não defendo nem nunca fui apologista de manifestações pela pouca eficácia que lhe revejo. Na maior parte dos casos apenas se combate violência com violência, o que em si é completamente contra os valores humanos que defendo.


Acredito muito mais em actos conscientes de consumo, em escolhas corajosas, em não aceitar tudo como uma inevitabilidade porque "sempre foi assim", porque "sozinho(a) não consigo", porque há uma série na Netflix que tenho de acabar de ver, porque se perco o emprego morro, porque o mundo está nas mãos do capital, das máquinas, das sociedades secretas...se escutar este manancial de desculpas na sua mente, saiba que foi tomado temporariamente pelo medo.


Mas não se assuste! O medo tem medo de si. Tem medo que um dia se recorde que tem poder.


Poder para defender o que é justo, o que é humano, o que é verdadeiro, porque essa linguagem tem tanta força e é tão universal que muitos seguirão o seu exemplo.


Agora que o confinamento está prestes a terminar, o tal que o aprisiona - o medo - poderá querer prendê-lo ao que era "normal" aumentando exponencialmente o seu pavor de perder o negócio, o emprego, a sanidade mental, ou todos eles.


Saiba que todos estes sintomas são normais mas que contra eles marchar, marchar.

Agora que mergulhamos num mundo novo, pós isolamento, porque não começar a rescrever a sua história e quem sabe, a da humanidade? Na verdade, e ainda que muitas vezes o esqueçamos, estamos todos ligados e esta visão sistémica do mundo, tanto serviu para o adoecer como pode ser o inicio da sua cura.


Eis algumas sugestões do que poderá fazer desde já:

Como líder de uma empresa:

  1. Comece por cuidar de si e dos seus colaboradores, dando tempo e condições para que todos recuperem. Lembre-se dos efeitos emocionais deste confinamento. Tenha em conta que em trabalho remoto ou com crianças em homeschooling, os colaboradores que são pais passaram a ter três empregos: o seu, o de cuidar dos filhos e de cuidar da casa.

  2. Comunique com transparência os próximos passos e envolva os colaboradores nas suas decisões. Aproveite para empoderar lideres formais e informais dando-lhes autonomia.

  3. Repense a forma como trabalha dando mais flexibilidade e qualidade de vida a todos. Se se conseguiu adaptar a uma pandemia, irá seguramente encontrar soluções que agilizem a sua estrutura e processos.

  4. Escolha fazer o bem, sempre. Tenha a coragem de reinventar o seu negócio com base em novos valores como a sustentabilidade e a humanidade. Ainda que perca a dimensão que tinha ou os proveitos de 6 dígitos a que se habituou. Afinal de contas, big is not beautiful...it's just unmanageable.

Como colaborador:

  1. Permita-se reflectir sobre o que aprendeu nestes tempos e como pretende mudar a sua vida para que ela seja da dimensão dos seus sonhos.

  2. Converse com honestidade com os seus líderes e disponha-se a co-criar soluções que se adaptem às suas actuais necessidades e à da empresa. Todas as soluções são legitimas e o "Não" é sempre garantido. Explique com transparência como se encontra emocionalmente, os seus desafios e os seus receios.

  3. Esteja disposto a reinventar-se - sem que isso onere a sua saúde ou bem-estar geral - para ajudar a sua empresa a recuperar... ou quem sabe, fora dela. A sua proactividade e espírito empreendedor serão seguramente úteis.

  4. Seja positivo e humano com os seus colegas. Agora mais do que nunca, são necessários líderes emocionais.

Em breve poderá voltar a sair de casa, mas será verdadeiramente livre se continuar preso às grilhetas do seu medo?


Será verdadeiramente humano se ignorar a sua responsabilidade nesta matriz a que todos pertencemos?


O mundo precisa de si. Agora.

#humanidade #humanização #newmanity #bemestar #coragem

 
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