O EXCESSO DE ESTÍMULO INTELECTUAL PODE ESTAR A CONDENAR O TRABALHADOR DA ACTUALIDADE

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By Filipa Larangeira, CEO & Founder @ Newmanity


E se tudo o que até agora consideramos errado, insuficiente ou fora dos parâmetros fosse afinal uma vantagem competitiva ?

Definimos como talentosos os mentalmente hábeis. "Brilhantismo" é isso mesmo: o atributo do que pensa melhor, diferente ou mais rápido.

Mas esse ser brilhante não é afinal o que de tanto pensar adoeceu, ou vive refém dos seus demónios?

As doenças do foro mental são a epidemia da atualidade e só não são mais discutidas porque não se vêem. Mas sentem -se... e como se sentem.

Duvido que haja um trabalhador moderno que não a sinta sob alguma das suas formas seja ansiedade, depressão ou insatisfação crónica.

Está já comprovado que pessoas que até agora definimos como "com necessidades especiais" são em muitos casos ( como em certos tipos de autismo por exemplo ) mais capazes e resilientes em tarefas repetitivas.

Assim, tal como as máquinas, executam sem apresentarem quaisquer problemas de motivação ou produtividade, actividades lógicas, simples e sequenciais.

Construímos - e alimentamos- um paradigma que em muito se assemelha a uma caixa apertada onde todos temos de caber desde que acordamos até que nos deitamos.

Afinal de contas, quem tem então "necessidades especiais" e quem serão os talentos do futuro?